segunda-feira, 27 de abril de 2009

Eu voltei!!!!

Acabei de assistir ao filme “Bernard e Doris” que conta a relação entre uma famosa bilionária norte-americana(Doris Duke) e seu mordomo(Bernard Lafferty). A história é velha conhecida: ela cria um vínculo com o mordomo e quando morre o deixa bilionário – ele é seu único herdeiro.

Gostei da história e resolvi fazer uma busca no Google. Não foi minha surpresa e aquele romance de “amigos para sempre” caiu em desgraça(estou dramática hoje). Enfim, nas linhas descobri que algumas pessoas próximas realmente achavam que Bernard, o mordomo, exercia uma espécie de poder sobre a patroa, que o seguia cegamente, algo como “lavagem cerebral”. Ele a afastou dos conhecidos, alegando inclusive que alguns estariam tramando um complô contra ela.

Na verdade nós, mortais, que não tivemos o privilégio de conviver com eles, nunca saberemos o que realmente aconteceu. Eu prefiro acreditar no melhor das pessoas e na visão linda e clássica do mordomo que realmente amou a patroa(amar no sentido mais puro, pois ele era gay).

E observando as relações vejo que na vida real acontece a mesma coisa: aquela pessoa que vive ao seu lado há anos pode te surpreender. Não dá para ter 100% de certeza se alguém está com você por que gosta mesmo de você, ou se por que de alguma forma é legal estar do seu lado.

Isso pode parecer frustrante, mas ao mesmo tempo não é. Vamos lá: dois velhinhos estão juntos desde 1920 por que o que os une neste momento é o medo da solidão. O amor acabou há tempos, a paixão nem se fala. Ele fica com ela para ter alguém que o trate com carinho(ou paciência). Ela fica com ele para não perder a estabilidade financeira. Os dois se divertiram na juventude e na fase adulta, inclusive pulando a cerca. Se voltassem no tempo provavelmente teriam se separado ou não teriam ficado juntos, pois fariam escolhas diferentes. Infelizes? Não. Conformados e confiantes. Será? É o que parece...

Se as relações são verdadeiras ou não é difícil dizer, e às vezes nem o tempo se encarrega disso. Por isso o bom é deixar viver e se cercar daqueles que são parecidos ou tem algo em comum... se você for víbora... tenha certeza que cedo ou tarde levará uma picada. Semelhante atrai semelhante, confiança chama confiança e por ai vai. Só não dá pra desanimar.

É isso. Hoje, na volta dos que não foram, não tem historinha. Se bem que a última vem bem a calhar. Você, meu único leitor, não me deixe. Prometo que cheguei para ficar, afinal, nossa relação é verdadeira(será, leitor?).
Beijinhos!